E a mais recente adaptação feita pela Legendary, Kong A Ilha da Caveira deixa a desejar e não vai muito bem na audiência do cinema.

Kong: Skull Island (Kong: A Ilha da Caveira).

Sinopse

Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, dois aviões, um americano e outro japonês, são abatidos em pleno combate aéreo. Os pilotos sobrevivem, chegando a uma ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong. Em 1973, Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).

Vídeo: http://www.dailymotion.com/video/x5fy1av_kong-skull-island-pv-1-ptbr_shortfilms

Destaques

Elenco: Corey Hawkins, Samuel L. Jackson, Jason Mitchell, Brie Larson, Tom Hiddleston, Toby Kebbell, John C. Reilly
Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein, Derek Connolly
Produção Executiva: Edward Cheng, Eric McLeod
Produção: Alex Garcia, Jon Jashni, Mary Parent, Thomas Tull
Direção: Jordan Vogt-Roberts

Crítica: Kong 2017

Roteiro: O ponto mais crítico do filme, que foi para a UTI (unidade de tratamento intensivo) e não voltou antes do lançamento a nível mundial. Foram muitos pontos inexplicáveis ou simplesmente jogado goela abaixo, com cenas nada relacionadas a trama, como a tentativa de satirizar ou levar o humor para o longa que é muito mais voltado a uma mistura de aventura com drama. Sem contar a introdução de personagens, que simplesmente não recebem o devido desenvolvimento, como se o seu espectador simplesmente tivesse acesso a todo o roteiro piloto do filme, o que não é verdade! Nota 4.

Interpretação: As “estrelas” até que tentaram, mas não foram suficientes, um exemplo é a atuação de Samuel L. Jackson que decaiu bastante no filme, não pelo seu personagem ter uma “imagem” desagradável, mas muito pela falta de empenho do próprio autor em dar vida a ele. E isso acontece com a maioria dos atores, como se o filme fosse apenas um “tapa buraco” de temporada. Nota 6.

Efeitos Especiais: Se o filme fosse apenas efeitos, Kong teria uma das maiores médias possíveis de vários críticos e espectadores, pois foram muito bem produzidos, muito bem trabalhados e tornou o filme tão próximo da realidade que poderíamos nos assustar em salas de cinemas tão envolventes como a IMAX ou equivalentes. Nota 9,5.

Direção: Impossível acreditar que o filme tenha tido a melhor direção possível, pois não tem como acreditar que tanto efeito especial ofuscou toda a qualidade dos outros aspectos, tudo bem que roteiro não é direção, mas a direção pode sim tentar fazer o roteiro não ser tão ruim quando todo conjunto da peça pelo menos funcione, com atores atuando como se fosse o personagem, efeitos, sonoplastia e afins como se fosse uma alma do longa. Nota 5.

Diversão: Apesar de todos os seus altos e baixos, o filme foi até que meio prazeroso para uma semana de cinema sem outros fortes candidatos a ganhar a atenção, muitos se animaram por ver um ídolo icônico ganhando vida novamente nas grandes telas de cinema. Nota 6,5.

Comentário: Depois de rever a boa adaptação de Warcraft, obviamente que esperávamos muito da Legendary, que não conseguiu atender a expectativa. Considerando que o filme nem teve uma boa divulgação, é de se esperar que nem a própria Legendary pretendia fazer um hit de cinema.

REVISÃO GERAL
Roteiro
4
Interpretação
6
Efeitos Especiais
9,5
Direção
5
Diversão
6,5
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Experiente editor de mangás e tradutor de animes e séries, gestor de websites e colunista crítico de diversas áreas. Apaixonado por jornalismo e cinema, fanático por boas comédias românticas, curte uma ficção científica e aquele bom e velho filme de aventura.

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