E vejamos a Review de Absolute Duo, anime com uma única temporada.

A série Absolute Duo (アブソリュート·デュオ), originalmente publicada no formato de Light-novel pela Editora Media Factory, escrita por Takumi Hiiragiboshi e ilustrada por Yu Asaba, tem publicado sete volumes desde 2012. A série de Absolute Duo tem recebido adaptações para mangá, e em 04 de janeiro deste ano, foi ao ar 12 episódios da série animada, produzidas pelo Studio 8-Bit e dirigida pelo Atsushi Nakayama.


http://www.dailymotion.com/video/x5g7c16_absolute-duo-pv-1_shortfilms

Dados Técnicos

Sinopse

Materializando sua própria alma através do uso de poderes espirituais enriquecidos, se obtém a Blaze, uma arma. Na Academia Koryo, uma escola que ensina habilidades de combate para aqueles que nasceram com aptidão para a “Blaze” (diz-se que um a cada mil), os alunos utilizam um sistema de parceria chamado de “Duo” para formarem um laço e aumentar a alma do outro. O enredo se dá em volta de Kokonoe Toru, um garoto “Irregular”, cuja “Blaze” tomou a forma de um “Shield” – uma armadura em vez de uma arma, e Sigtuna Julie, uma menina com cabelos de prata, ambos autodenominados de “Avengers” – Vingadores.

Sobre o anime:
Data de estreia: 04/01;
Estúdio: 8bit (Infinite Stratos, Busou Shinki, Tokyo Ravens)
Diretor: Atsushi Nakayama
Roteiro: Takamitsu Kohno (Hen Zemi, Oretachi ni Tsubasa wa Nai, Kyou no Go no Ni)
Character Design: Keiichi Sano (Kami-sama no Memo-chou, Strike the Blood)
Nº de episódios: 12
Origem: Light Novel (7 volumes – em andamento)
Site oficial: http://www.absoluteduo.com/
Gênero: Ação, Ecchi, Harém, Romance, Sobrenatural, Vida Escolar

A Crítica

O anime:

A série de Absolute Duo, transmitida na temporada de Inverno, cujo acredito que com animes fracos para uma época com maior audiência não conseguiu atender plenamente o que prometia. Seu enredo como de se imaginar foi bem genérico, combinando a já consagrado comédia romântica, que reuni em seu plot os limites do romance, incluindo personagens que combinam mais com o harém do que com individualismo, dando uma pitada de fan-service o que tematiza a mesma como um anime ecchi; os efeitos de moral e as lutas presentes, também elevam o sobrenatural da série a números bastante interessante – somente.

Produção (animação e direção de arte)

O tratamento de imagens e cores, tem seu respeito. O Studio 8-Bit, conseguiu conciliar o baixo orçamento com uma qualidade um pouco acima do que se esperaria. A série que tem suas cores baseadas em tonalidades de azul, foi encharcada de efeitos de moral, que vão desde a raios de poderes fluorescentes até balas iluminadas; e como eles aproveitaram que o uniforme escolar da Academia Koryo tem uma tonalidade entre azul e turquesa, deixou a animação com uma postura mais madura frente a animes/séries que concorrem nos mesmos patamares. Os cenários estiveram bem trabalhados e os movimentos fluíram até que suavemente, deixando a animação agradável, mesmo com alguns erros durante as cenas de luta. Nota 7.4.

Interpretação

A dublagem, muito difícil de criticar, foi muito bem trabalhada, pois percebe-se que cada dublador se atentou nas características e peculiaridades dos personagens, conseguindo transmitir a forma que o escritor queria nos transportar em sua light-novel.

A trilha sonora, em alguns momentos deixou a desejar, poderiam forçar algo mais impactante, com mudanças drásticas que acompanham as cores do anime, assim tirando o anime dos trilhos da casualidade, e assumindo uma postura mais inovadora, e talvez até conquistando mais fãs. Até mesmo a Opening não foi tão cativante como deveria, incluso pessoalmente, fui muito mais fã da primeira Ending (Believe x Believe de Nozomi Yamamoto). Nota 7.2.

Direção

Sem dúvidas, que a direção é muito importante, e Atsushi Nakayama parece que não conseguiu emplacar 100% de suas funções na obra, acredito que a sua interferência no roteiro (storyboard) possa ter lhes afastado do foco, e mesmo que consideremos seu currículo que não tem títulos de peso, temos que julgar que uma parte considerável do sucesso não implacável do anime, tenha sido causado por ele. A direção conseguiu uma boa interpretação e uma boa animação, mas faltou punhos de ferros na questão de roteiro. Nota 6.9.

Roteiro

O desenvolvimento da série, ficou bastante fraco, faltou trabalhar melhor os personagens, pois deixou muito explicito a intenção de “apenas” jogar as heroínas para cima do nosso protagonista Kokonoe, até mesmo o ingress da principal heroína Julie, deixou a impressão de uma acaso premeditado, o que para o romance acaba virando o próprio gume, já que se espera uma aproximação mais turbulenta, conquistando o espectador, ao invés de forçar a crença no personagem. Nota 6.9.

Diversão

Tirando o estopim da série, quando a Tsukimi Rito – Professora encarregada, se revelou uma personalidade hostil e degradante, para forçar o level-up do nosso querido Exceed, o climax esperado posteriormente, pela guerra contra a Equipament Smith, mais precisamente contra o agente K, foi tão mal trabalhado, que deixou a impressão que tudo que ocorria não passava de uma pré determinação da diretora Tsukumo Sakuya, com isso, já com negativos no “romance”, acabou que tentando empurrar a “ação” em cima do publico, não ganhando nem um nem outro.

Se talvez seguissem exemplos de animes como No Game no Life, onde se introduz a parte comédia-romântica e os personagens, para depois ligar o estopim para o clímax, poderia ter um resultado significativo nas vendas, pois a dificuldade das séries cotidianas, está em ser diferente, ou cativar o público em completo.

O anime pecou bastante no excesso de piadas ruins e cenas inúteis. E apesar de ser ecchi como dito anteriormente teve muito fan-service, tornando o roteiro clichê com situações forçadas, incluindo situações de semi nudez em momentos que não havia a mínima necessidade, resultando na perca do foco narrativo.

No final, acabou que sua diversão não sendo tão favorável para quem acompanhou as 12 semanas de exibição do título, mas como outros aspectos acabaram que atraindo a atenção, teve seus “balanços”. Nota 7.0.

Comentários

Apesar da animação deixar muitos aspectos a desejar, não conseguindo sobressair de um “modismo”, ou não superando suas já baixas expectativas, conseguiu pelo menos agradar uma parcela de telespectadores que apreciam mais os animes curtos com uma trama não muito trabalhada, sem aspectos que instigam o cérebro a tentar antecipar o que virá a acontecer, e não cativam tanto o “player” a buscar continuidade.

REVISÃO GERAL
Produção
7.4
Interpretação
7.2
Direção
6.9
Roteiro
6.9
Diversão
7.0
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Experiente editor de mangás e tradutor de animes e séries, gestor de websites e colunista crítico de diversas áreas. Apaixonado por jornalismo e cinema, fanático por boas comédias românticas, curte uma ficção científica e aquele bom e velho filme de aventura.

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